O USO DE GEOTECNOLOGIAS NA ANÁLISE MORFOMÉTRICA DA ALTA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIBEIRÃO SANTO ANTÔNIO, NO MUNICÍPIO DE IPORÁ-GOIÁS, BRASIL

Derick Martins Borges de Moura, Raquel Maria de Oliveira, Ivanilton José de Oliveira, Diego Tarley Ferreira Nascimento, Wellmo dos Santos Alves

Resumen


O presente trabalho utiliza geotecnologias para análise morfométrica da alta bacia hidrográfica do ribeirão Santo Antônio, que é a única fornecedora de água para abastecimento da cidade de Iporá, no centro-oeste do estado de Goiás, Brasil. Nesse estudo foram selecionados e aplicados vinte e oito parâmetros morfométricos para serem analisados com a finalidade de obter informações das características da bacia hidrográfica. Os resultados de alguns parâmetros, como a declividade (0-45 %), a amplitude altimétrica (331 m), o gradiente do canal principal (11,4 m/km), a densidade hidrográfica (1,40 canais/km²) e a sinuosidade do canal principal (1,424 km/km) mostraram que a bacia não é propensa a inundações, mas tem alta capacidade de escoamento superficial de água. Essa característica é prejudicial à infiltração e posterior recarga hídrica do lençol freático, destacando a importância do planejamento e da gestão do uso da bacia para o abastecimento hídrico do município em questão.

Palabras clave


geotecnologias, análise morfométrica, bacia hidrográfica, recursos hídricos.

Texto completo:

PDF

Referencias


ALVES, J. M. P.; CASTRO, P. T. A. (2003): Influência das feições geológicas na morfologia da bacia do rio do Tanque (MG) baseada no estudo de parâmetros morfométricos e análise de padrões de lineamentos. Revista Brasileira de Geociências, São Paulo, v. 33, n. 2, p. 117-124,.

BELTRAME, A. da V. (1994): Diagnóstico do meio físico de bacias hidrográficas: modelo e aplicação. EDUFSC. Florianópolis.

CHRISTOFOLETTI, A. (1971): Análise morfométrica de bacias hidrográficas. Boletim Geográfico, v. 30 n. 220, p. 131 – 159. Rio de Janeiro: jan/fev.

CHRISTOFOLETTI, A. (1974): A análise de bacias hidrográficas. In: CHRISTOFOLETTI, Antonio. Geomorfologia. Edgard Blücher, EDUSP. São Paulo.

CHRISTOFOLETTI, A. (1980): Geomorfologia. 2. ed. Edgard Blücher, São Paulo. 188p.

CHRISTOFOLETTI, A. (1999): Modelagem de sistemas ambientais. Edgard Blücher, São Paulo, 186p.

EMBRAPA. (1979): Serviço Nacional de Levantamento e Conservação de Solos (Rio de Janeiro, RJ). Súmula da 10. Reunião Técnica de Levantamento de Solos. Rio de Janeiro, 83p

EMBRAPA-CNPS. (1999): Centro Nacional de Pesquisa de Solos. Sistema brasileiro de classificação de solos. Embrapa -SPI, Brasília. 412 p.

HACK, J. T. (1973): Stream profile analysis and stream gradient index. J. Res. US Geol. Survey, v. 1, n.4, p. 421-429.

HORTON, R. E. (1945): Erosional development of streams and their drainage basins: hydrophysical approach to quantitative morphology. Bulletin of the Geological Society of America, v. 56, p. 275-370.

IBGE. (2015): Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Informações Estatísticas Municipais. Disponível em: . Acesso em: 15 Jan. 2015.

IMB (2014): Instituto Mauro Borges de Estatística e Estudos Socioeconômicos. Estatísticas municipais. Disponível em: http://www.imb.go.gov.br/ Acesso em: 03 de jul 2015.

KÖEPPEN, W. (1948): Climatologia: con un Estudio de los Climas de la Tierra. Fundo de Cultura Econômica, México. p. 46-70.

MELTON, M. A. (1957): An analysis of the relations among elements of climate, surface properties, and geomorphology. Columbia University, New York.

MÜLLER V. C. (1953): A quantitative geomorphology study of drainage basin characteristic in the Clinch Mountain Area, New York, Virginia and Tennesse. Columbia University, New York.

PFAFSTETTER, O. (1989): Classificação de bacias hidrográficas – Metodologia de codificação. Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), Rio de Janeiro RJ, p. 19.

SANTOS, G. F. (2006): Geomorfologia. In: AUMOND, J. J. FRANK, B. (org.). Atlas da Bacia do Itajaí: Formação, Recursos Naturais e Ecossistemas. Edifurb. Blumenau.

SCHUMM, S. A. (1963): Sinuosity of alluvial rivers on the great plains. Geological Society of America Bulletin 74 (9): 1089-1100.

SCHUMM, S. A. (1956): Evolution of drainage systems and slopes In badlands at Perth Amboy. Geological Society of America Bulletin, N. Jersey, v.67, p.597-646.

SIEG (2016): Sistema Estadual de Geoinformação de Goiás. SIG-Shapefiles. Disponível em: http://www.sieg.go.gov.br. Acesso em: 03 de jul. 2015.

SOUSA, F. A de. (2013): A contribuição dos solos originados sobre granitos e rochas alcalinas na condutividade hidráulica, na recarga do lençol freático e na suscetibilidade erosiva – um estudo de caso na alta bacia hidrográfica do rio dos bois em iporá (GO).(Tese de doutorado). Uberlândia. UFU, Programa de Pesquisa e Pós-graduação em geografia. 207p.

SOUZA, C. R. de G. (2005): Suscetibilidade Morfométrica de Bacias de Drenagem ao Desenvolvimento de Inundações em Áreas Costeiras. Revista Brasileira de Geomorfologia, ano 6, n.1. pp 45-61.

STRAHLER, A. N. (1952): Hypsometric (area-altitude) analysis and erosional topography. Geological Society of America Bulletin. 63(11): 1117-1142.

STRAHLER, A. N. (1957): Quatitative analysis of watershed geomophology. Transactions of the American Geophysical Union. v. 38, n. 6, p. 913-920.

TOPODATA. (2015): Banco de Dados Geomorfométricos do Brasil. Folha 16S525. Altitude. Disponível em: < www.webmapit.com.br/inpe/topodata/>. Acesso em: 15 jul. 2015.

TUCCI, C. E. M.; MENDES, C. A. (2006): C.A. Avaliação ambiental integrada de bacia hidrográfica. Ministério do Meio Ambiente. Brasília.

TUCCI, C. E. M. (1998): Modelos Hidrológicos. Associação Brasileira de Recursos Hídricos. 1ª ed. Porto Alegre: Ed. Universidade / UFRGS.

TUCCI, C. E.M. (2002): Regionalização de vazões. Ed. Universidade / UFRGS.

VILLELA, S. ; MATTOS M. (1975): A. Hidrologia Aplicada. McGraw-Hill, São Paulo.




DOI: http://dx.doi.org/10.21138/GF.493

Licencia Creative Commons

Esta obra está bajo una Licencia Creative Commons Atribución-NoComercial-SinDerivar 4.0 Internacional.


GeoFocus es la revista del Grupo de Tecnologías de la Información Geográfica de la Asociación de Geógrafos Españoles. Recibe soporte institucional y técnico de RedIRIS (Red Española de I+D soportada por el Gobierno de España), de la FECYT (Fundación Española para la Ciencia y la Tecnología) y Grumets (Grupo de Investigación Métodos y Aplicaciones en Teledetección y Sistemas de Información Geográfica).